Adobe Experience House: Paul Lima e Chip Scovic falam sobre as políticas da empresa e uso de dados

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Provocar uma grande conversa sobre Experiência e compartilhar conteúdo relevante para profissionais interessados pela constante transformação da relação entre marcas e clientes. Esses foram os objetivos do Adobe Experience House, evento que aconteceu entre 31 de julho a 02 de agosto, na Escola Britânica de Artes Criativas (EBAC), em São Paulo, e que recebeu importantes nomes do marketing digital, além de grandes empresas e escolas de tecnologia e negócios.

Paul Lima, do Lima Consulting Group, formado em Economics e Systems Engineering pela United States Military Academy at West Point, com um Master em Management of technology Wharton School, fala em entrevista com o Adnews sobre o uso de dados e políticas de privacidade da empresa. Confira:

Como é feita a transformação de marcas pelo uso inteligente de dados?

O momento atual do Brasil, assim como no mundo todo, é incrível em questão de uso de dados. Não fomos criados para saber lidar com isso, mas caminhamos para um futuro baseado nessa tecnologia. Esse mercado cresceu tanto que se torna até difícil saber como proceder. Nós coletamos dados e os duplicamos em questão de minutos (globalmente), mas pensando de forma visionária, nós procuramos coletar experiências ao invés de dados. Não necessariamente fazer grandes margens de vendas etc, e sim ser mais humano. Essa conversa já acontece em grandes empresas e todos precisam se adequar.


O que seria o Modelo de Maturidade?

Esse modo possui três dimensões para usar os dados. Executivos chamam de “insight” e eu gosto de chamar de “ser inteligente”. Parte dessas dimensões surgem das informações coletadas, e o terceiro estágio é o que fornece resultado, que é captar uma oportunidade e agir em cima dela. E independente de comparar os números da empresa com concorrentes, no final do dia ainda somos humanos. Por isso neste modelo tem esse exponencial que pressupõe a capacidade do acesso e da computação, reduzindo o nível de poder cognitivo (impossível para humanos). Nós temos ferramentas que são chamadas de “creativity computing” que são baseadas em possibilidades humanas, como escolher uma foto, criar palavras e criar uma publicidade única para cada usuário.


Como a empresa lida com políticas de privacidade e dados do consumidor?

Nós não esperamos dar problemas para lidar com essa questão. Como exemplo: trouxemos palestras nesse evento com especialistas da Europa que explicam como o Brasil tem pouco tempo para se adequar as novas políticas. Nós procuramos nos preparar desde o início, em conjunto com empresas que trabalham conosco. É o correto. A privacidade é o correto. Vemos os diferentes tipos de manipulação que a mídia sofre com essa questão e nos precavemos. Inclusive um dos pontos que usamos para produção é uma função matemática baseada no sólido, onde qualquer erro nos força a recomeçar do zero.  

Tivemos uma entrevista também com Chip Scovic, VP de Advertising da Adobe, sobre anúncios e o mercado publicitário. Scovic era Chief Revenue Officer na TubeMogul quando, em 2016, a Adobe adquiriu a empresa. Confira abaixo:

Como a Adobe lida com a publicidade sendo menos exposição e mais experiência?

Para indústria publicitária, desde o engajamento de clientes até a exposição e impressão, a tecnologia é imprescindível. O que fazemos na adobe é ajudar a entender, não só alcançar, mas melhorar a jornada do consumidor, o que é relevante pra ele e criar uma experiência única. Os consumidores querem interagir e entender os serviços, e nosso formato de marketing pode fornecer isso.


Como é possível reunir criatividade e marketing?

Nós evoluímos muito esse ano com a plataforma AMC (Adobe Marketing Cloud). Estamos ansiosos com o progresso de nossos programas como Photoshop. Diversas empresas utilizam nossos programas, e vemos a quantidade de oportunidade e conteúdo que eles produzem com nossas ferramentas e um dos desafios na indústria, na publicidade em específico, é atingir usuários novos, mas vemos que independente da área, os publicitários conseguem usufruir da nossa marca.

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