As roupas têm culpa? A Womanity Foundation prova que não

womanity foundation

A cada 11 minutos uma mulher sofre abuso sexual no Brasil. Tão assustador quanto este número são as razões atribuídas a este tipo violência: 1 a cada 3 pessoas acredita que a culpa é da própria mulher e 30% da população responsabiliza os abusos, não ao estuprador, mas às roupas curtas usadas pelas vítimas. A Womanity Foundation, entidade internacional que busca a proteção à mulher por meio da educação, trabalho e igualdade entre gêneros, parte deste cenário, no mínimo estarrecedor, para questionar: se as roupas são realmente um convite à violência, como explicar ocorrências de estupro antes delas?

A campanha conta com três anúncios: hotpants, miniskirt e crop tops. Nas peças são resgatados eventos que provam que os casos de estupro nunca tiveram qualquer relação com a vítima ou com as roupas que usavam, mas sim com o próprio agressor, deixando claro que o sexismo existe muito antes de qualquer coisa. Especialmente uma peça de vestuário.

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A pergunta faz parte da campanha "As roupas não têm culpa", lançada pela entidade, com criação da J. Walter Thompson e busca chamar atenção para essa visão equivocada sobre as responsabilidades de um crime. Para isso, foram buscar registros históricos que evidenciam a existência do estupro mesmo em épocas em que as mulheres não usavam vestimentas, como a minisaia. "A ideia de toda campanha é alertar e conscientizar as pessoas para o absurdo dessa argumentação de que a própria mulher é responsável pela barbaridade de um crime de estupro", afirma Mariana Borga, diretora de criação da J. Walter Thompson. "É preciso que fique claro que um estuprador é um estuprador independentemente da roupa que a vítima esteja usando", salienta Érico Braga, também diretor de criação da J. Walter Thompson.

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