A publicidade infantil mudou e isso é ótimo

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No última terça-feira (27), o Procon do Mato Grosso multou a Bayer por vender suplemento alimentar como bala de goma. Por meio de denúncia encaminhada pelo Instituto de Alana de conscientização do consumo infantil, a farmacêutica foi obrigada a desembolsar R$ 1,5 milhão. A medida gerou opiniões contrárias e trouxe a questão sobre a regulamentação da publicidade voltada para crianças.

Porém, se até os dias atuais o assunto ainda é tema de discussões acirradas acerca da liberdade de conteúdo, décadas atrás os anúncios pareciam não fazer a menor distinção entre adulto, a criança, o politicamente condenável e o socialmente aceitável. 

Separamos alguns casos que mostram que o icônico cigarrinho de chocolate era literalmente brincadeira de criança perto do que era produzido para o público jovem daquela época.

Para abrir a compilação, apresentamos um personagem que roubava, sequestrava mulheres, era viúvo e se suicidou. Roteiro de um drama da época? Não, só a historinha contada nas figurinhas do personagem Zequinha adquiridas quando eram compradas as homônimas balas.

Confira abaixo os atos desta indecorosa vida:

Nossa seleção começa com o que não deveria ser recomendado para um garoto-propaganda de doces: beber. 

Após dormir em meio à garrafas com a cabeça apoiada no poste, o intrépido beberrão parte para um "freela". 

Completamente sem limites, Zequinha também acha por bem "roubar" uma mulher. Dando vazão a uma infinidade de interpretações negativas diante de uma ilustração que não devia ser direcionada para crianças. Nem para ninguém. 

Por fim, após o sequestro, por motivos ocultos, o personagem se enviúva. 

Nada otimista para o futuro dos pequeninos, ele tenta se matar. 

Dessa vez consegue. E assim acaba sua história no álbum. 

Para mostrar que brandings como esse não eram exceções, separamos outros exemplos que mostram que o direcionamento de público era nulo e a preocupação com o resultado de posicionamento algo completamente desnecessário. 

Neste print, a Lucky Strike presenteia o bondoso Papai Noel com cigarros:

Do mesmo segmento, a Marlboro usa bebês para incentivarem mães a fumarem. Confuso? Talvez naquela época não fosse...

Em um mundo que nenéns incentivavam o tabagismo, seria natural que cerveja fosse coisa para "senhoras e crianças". 

Na verdade, naquele tempo, quase tudo também poderia ser consumido por bebês. Por quê mamadeira se há refrigerante? 

Mais do que isso, porque leite materno se inventaram o leite moça? 

Realmente, tudo se utilizava dos rostinhos angelicais para vender. Até... papel celofane. 

Depois de tudo que foi visto. Aposto que essa imagem final da lista nem chamará a atenção. Para a época era só mais um anúncio comum. 

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