Unilever e outras empresas cortam gastos e apostam em conteúdo interno

fdgd

A publicidade, como a comunicação em si, está em transição e marcas ao redor do mundo procuram se adequar ao novo mercado que se desenha no horizonte. Preocupada com o excesso de gastos com publicidade, a Unilever busca formas de cortar o orçamento e produzir mais conteúdo internamente.

Anunciado recentemente, seu relatório anual mostra que a multinacional enxugou em 30% seu orçamento voltado para marketing. “Estamos criando mais conteúdo próprio em casa. Nossos 17 U-Studios em 12 países criam mais rápido e cerca de 30% mais barato que as agências externas”, diz o documento.

Tendência ao redor do mundo, o movimento da Unilever está de acordo com outras grandes companhias que querem economizar na verba para a propaganda. A P&G em julho diminuiu de 100 milhões a 140 milhões de dólares os investimentos em publicidade digital do mercado norte-americano, além disso ela também reduziu os projetos com agências.

Outra marca que também se reposiciona é a Apple Beats Electronics, conhecida popularmente como Beats by Dre. Em um esforço para gerir sua conta de maneira interna, o CEO da agência que cuida da Beats, Carl Jhonson, veio a público dizer que a Anomaly não tem mais tantas funções e projetos como tinha há alguns anos.

 

Em outubro, a consultoria R3 divulgou um estudo que mostra que as contas criativas caíram em média 38% em 2017 nos Estados Unidos e isso ocorre em grande parte pela popularização dos estúdios in house das empresas aponta a pesquisa.

Com repercussão cautelosa no segmento, a atitude da Unilever surpreendeu o WPP Group, um dos maiores parceiros publicitários do oligopólio. Em pouco tempo, a gigante da criatividade viu suas contas sofrerem grande queda. 2017 foi um ano tão difícil para eles que o próprio CEO, Martin Sorrell, admitiu que aquele “não foi um ano bonito”. Resta agora saber se o 2018 na propaganda será melhor ou seguirá as tendências desenhadas pelas grandes empresas.

Deixe seu comentário: