Pesquisa encomendada pelo Google mostra consolidação da Black Friday no Brasil

Chamorro

A demanda por rapidez e eficiência têm crescido cada vez mais na era da revolução tecnológica. Com a disseminação dos aparelhos mobile algumas tarefas se tornaram mais fáceis, como por exemplo ler notícias, conversar com amigos e familiares e até mesmo a comprar, por conta das plataformas de vendas online.

Neste cenário, portanto, a indústria varejista encontra cada vez mais oportunidades, uma vez que o consumidor passou a confiar em compras no modo online. Hoje os e-shoppers somam mais de 60 milhões no Brasil e o que contribui para que esse número cresça cada vez mais é a Black Friday e os demais eventos que a sucedem. Segundo levantamento do Google, a edição de 2017 faturou R$ 2,1 bilhões, um crescimento 10% maior do que em 2016, consolidando o festival de ofertas como a segunda melhor data para o varejo brasileiro, perdendo apenas para o Natal.

Neste ano, a Black Friday abre sua temporada de compras no quarto trimestre, o que inclui a chegada do 13º salário, Natal, Saldão e Ano Novo, momentos em que a confiança do consumidor volta a aumentar, seja para renovar a casa ou presentear alguém.

Para ajudar o mercado a se preparar para a temporada Black Friday, o Google divulgou na terça-feira (13) uma pesquisa sobre como os consumidores brasileiros se comportam a partir deste evento. A pesquisa realizada pela Provokers, ouviu 1.500 consumidores on-line, de 18 a 54 anos, das classes A, B e C, de todas as regiões do país, ao longo de julho de 2018.

Abaixo, algumas das principais conclusões da pesquisa sobre a Black Friday e outras datas da temporada de compras:

Black Friday

     Em 2018, 99,5% dos consumidores on-line entrevistados afirmaram que conhecem a Black Friday - em 2014, segundo a pesquisa Hello Research, só 27% conheciam a data;

     70% dos internautas brasileiros já compraram em uma Black Friday;

     Só na Black Friday 2017, os consumidores brasileiros fizeram 3,8 milhões de pedidos, gerando R$ 2,1 bilhões em vendas no meio on-line, de acordo com dados da e-Bit;

     O gasto médio dos consumidores na Black Friday 2017 (soma de compras on-line e off-line) foi de R$ 1.178, o que mostra a disposição do brasileiro em aproveitar a data para comprar produtos de maior valor;

     No ano passado, os consumidores que participaram da Black Friday compraram em 3,9 categorias - como eletrônicos, viagens e beleza - alta de 15% em relação a 2015;

     Do total de 1.500 entrevistados (que inclui quem comprou e quem não comprou no ano passado), apenas 9% disseram que não comprariam neste ano. Analisando somente a intenção de quem comprou em 2017, só 2% afirmam que não vão comprar neste ano, o que mostra que poucas pessoas que compram em uma Black Friday deixam de comprar novamente no ano seguinte;

     A categoria de smartphones foi a mais popular na Black Friday 2017, seguida por TVs e eletroportáteis. Porém, outras categorias ganharam relevância, como roupas, perfumes e tênis;

     Em 2017, o volume de buscas por produtos no Google registrou crescimento de 57% em relação ao volume médio das sextas-feiras de novembro de 2017, antes da Black Friday - categorias como eletrônicos e eletroportáteis chegaram a apresentar variação de mais de 300%;

     Os consumidores começam a pesquisar cada vez mais cedo sobre Black Friday e a pesquisa on-line é o método preferido para 86% dos entrevistados;

     Mesmo para as pessoas que não compram on-line, a pesquisa na web é o método escolhido pela maioria (53%);

     Confiança nas promoções ainda é o principal motivo para não participar da Black Friday segundo 37% dos entrevistados. Por outro lado, 75% dos que compraram dizem que gastaram o valor que esperavam ou menos;

     No Brasil, a consolidação da Black Friday no e-commerce ao longo dos anos levou à expansão do festival de ofertas para o mundo off-line: a compra on-line com entrega na loja física, por exemplo, teve pico de buscas em 2017;

     78% das pessoas voltaram a comprar numa mesma loja após uma primeira experiência de compra durante a Black Friday;

13º salário

     48% das pessoas usarão o 13º salário para organizar suas finanças pessoais e 35% para realizar compras no final de ano, de acordo com pesquisa do Google¹;

     Nessa data, os consumidores procuram por produtos nas categorias de roupas e calçados, móveis e artigos para casa¹.

Natal

     Ao contrário da Black Friday, em que o consumidor compra produtos para si mesmo, no Natal o foco das compras são presentes¹;

     Somente 15% das pessoas que compraram na Black Friday 2017 disseram o produto seria oferecido como presente de Natal;

Saldão

     O início do ano é o período de maior buscas por promoções e descontos fora da Black Friday no Brasil;

     Nesse período, o foco dos consumidores é arrumar a casa: eletrodomésticos, móveis e decoração têm mais buscas no Google em janeiro do que em dezembro.

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