Fred Trajano, CEO da Magazine Luiza, mostra que a força da Magalu está nas pessoas 

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Se na época de Tom Jobim o Brasil, segundo o próprio, não era para iniciantes, imagine agora em que os juros não param de acelerar e os caminhoneiros param nas BRs pelo país. Para conversar sobre os particulares caminhos do Brasil e as possibilidades de alinhá-los com um horizonte positivo, a Wired realiza nesta quarta-feira, (06), a Wired Conference Retail 

Ocorrido no Tivoli Mofarrej, hotel localizado na Alameda Santos em São Paulo, o evento reuniu executivos e marcas de varejo, e-commerce e tecnologia para discutir tendências e inovações que têm transformado o país e o mundo. No meio de executivos de diversos ramos, Fred Trajano, CEO da Magazine Luiza, se apresenta na nublada tarde paulistana para falar como uma empresa tão tradicional faz para se adequar ao mundo digitalizado de hoje e de onde ela tira sua força para se manter tão relevante há seis décadas 

"Completamos 60 anos em 2017 e nosso lema é que sempre queremos mudar. Para modernizar sem esquecer do passado pensamos em transformar uma empresa tradicional com ponto digital para ser uma plataforma digital com ponto físico", declarou o filho de Luiza Trajano, que foi preparado por anos para dirigir a empresa familiar e concretizar casamento da Lu com a web.

  

"Os negócios hoje têm que pensar como plataformas. Até um tempo eu vendia só produtos em casa. Em 2014 aumentamos as plataformas e hoje temos mais de 1500 empresas que vendem para nossos 15 milhões de clientes. Diante desse quadro positivo do digital, eu estimo que o mercado de e-commerce no Brasil já tá em R$ 60 bilhões. Mas isso é pouco comparado ao varejo. Só 5 por cento. Ainda temos muito que crescer", falou Fred.  

No entanto, mesmo com o crescimento exponencial da empresa, o gestor analisa a economia nacional sem romantismos e de maneira dura. "No Brasil temos jabuticabas que atrapalham de ganhar dinheiro. A primeira delas são as estradas, na greve dos caminhoneiros aumentamos nosso prazde dois dias para 20. Outra delas são os impostos, pois se tem algo que os governantes cobram muito bem por aqui são impostos, a gente ainda tem um dos maiores juros reais do mundo. Ter estoque e parcelar em dez vezes significa prejuízo. Resultado: temos bons e-comercies, mas que dão prejuízos".  

A força múltipla dos canais e das pessoas 

Para driblar o quadro atual, a Magazine Luiza aposta em ser uma grande companhia, mas com a mentalidade de startup. Sem separar e-commerce e varejo tradicional, ela usa sua estrutura construída para potencializar os seus multicanais. Sem esquecer de quem ajudou a construí-la, a companhia se alicerça em seus colaboradores e clientes para conseguir abranger um novo público. 

"É preciso que o atendente da loja não veja só a banda tocar e também toque com a banda. Nesse intuito, criamos um cartão pré-pago para as lojas investirem localmente e também criamos formas de nossos clientes participarem de todo o processo. Um bom exemplo, é o Magazine Você, com você dá uma loja via celular para que cada um de nossos clientes vendam seus produtos localmente. Chegando em comunidades que ainda não alcançamos. Hoje já são mais de 100 mil participantes do Magazine Você", explicou o CEO.  

 

Além de compartilhar e incentivar o uso da venda digitalizada, a Magazine Luiza também expande a autonomia das lojas de sua rede. "Outra coisa que também criamos foi uma fanpage no Facebook para cada unidade para cada unidade ser participante e trazer os processos da empresa para mais perto deles. Desse modo, eles se comunicam de um modo que engaja milhares e até transforma alguns em celebridades locais", atestou Fred.  

  

Desse modo, o CEO da companhia brinca que "50% do que eu vendo é conectado e os outros 50% serão". E com uma estratégia atualizada, mas apoiada nos aprendizados do passado, a companhia reúne mais de 400 engenheiros de software divididos em 10 times só para desenvolver produtos dentro do Magalab. 

"Sempre achamos importante estimular um intercâmbio para que as ideias circulem. Acho que um pode aprender muito com o outro", finaliza,  Fred que em sua apresentação deixa claro qual é a maior força da sessentona, mas moderníssima, Magalu: as pessoas.  

 

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