Empreendedor cria liga e-Sport de FIFA e atrai jogadores e marcas

FIFA

A VPSL, principal liga de jogadores profissionais de FIFA na modalidade Pro Clubs do Brasil, atraiu a atenção de investidores e de marcas. Fundada em 2013 pelo empreendedor pernambucano Luiz Eduardo Cavalcanti, a liga permite que jogadores do game FIFA, da Electronic Arts, participem de competições na modalidade Pro Clubs, no qual 22 jogadores jogam partidas ao mesmo tempo, no que chega mais próximo de um jogo real de futebol. Veja aqui como funciona a modalidade Pro Clubs.

Para alavancar a liga e a modalidade eSport no País, a VPSLeague recebeu um investimento de R$ 10 milhões. O objetivo com o aporte é aumentar a base de jogadores, aperfeiçoar a plataforma e aumentar a premiação das competições. Hoje, são 40 mil jogadores na base. A meta é chegar a 100 mil jogadores na liga durante os próximos cinco anos. A competição é realizada nas plataformas PlayStation 4 e Xbox One.

Como resultado da profissionalização impulsionada pelo aporte realizado por investidores-anjo, a liga vai conceder R$ 200 mil em prêmios na próxima temporada de Pro Clubs de FIFA 19, que acontece entre julho e setembro. O circuito inclui, além do tradicional Campeonato Brasileiro de Pro Clubs (CBPRO), a Pré-Temporada (com a Copa de Abertura e a primeira etapa do Torneio das Estações) e, uma das principais novidades, as competições de 1x1(head-to-head). Clique aqui para ver o vídeo sobre o novo circuito 2019.

Na temporada anterior, a liga atraiu a atenção de marcas como Cup Noodles e Ponto Frio. A varejista, por exemplo, pagou para colocar seu nome em uma das equipes e para anunciar nas ações da liga durante o CBPro Cup Noodles, nome dado à competição. Para uma seleção de primeira divisão, a troca de nome pode chegar a custar R$ 5 mil, enquanto a veiculação da marca pode sair por R$ 40 mil.

Além das marcas, clubes de futebol tradicionais, como o Atlético Paranaense e o Vitória, da Bahia, possuem seus times próprios de FIFA já cadastrados na plataforma. Nomes como o CNB, clube de eSports que possui o jogador Ronaldo Fenômeno como sócio, e a Black Dragons, equipe referência em torneios de jogos eletrônicos, também ingressaram na liga.

"Esse é um primeiro passo para profissionalizar a nossa marca e atrair novos adeptos. O nosso objetivo é entrar de vez no mapa das principais competições de futebol virtual no Brasil e no mundo proporcionando competições bem organizadas e regulamentadas e com credibilidade", afirma Cavalcanti. "Esperamos trazer mais jogadores para uma modalidade que permite ao gamer formar uma carreira sólida e se tornar um craque do futebol virtual", complementa.

De acordo com a Newzoo, consultoria especializada no mercado de games e de mobile, o Brasil possui o terceiro maior público de eSports do mundo, com 7,8 milhões de brasileiros que entram na categoria "entusiastas de eSports". O mercado brasileiro de jogos cresce a cada ano e está se tornando uma potência global neste setor. Segundo o estudo, o Brasil possui 75,7 milhões de jogadores e vai gerar uma receita de US$ 1,5 bilhão em 2018. No Brasil, O FIFA é e-sport mais assistido, segundo a Newzoo.

De acordo com Cavalcanti, as marcas podem se beneficiar com a exposição que podem atingir dentro da liga. "Temos um mercado muito bom, por atingirmos não só os gamers, mas os interessados em futebol. A torcida dos times associados a clubes tradicionais é grande", afirma. A franquia possui 42 milhões de jogadores no mundo, e 1,2 milhão apenas no Brasil, segundo o fundador da VPSL.

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