O que a compra bilionária da Warner pela AT&T muda na publicidade?

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Desde 2016, a AT&T tenta comprar a Time Warner, controladora de marcas famosas como HBO, Warner Bros e CNN. Processo ousado e bilionário desde o seu anúncio, ele demorou mais de dois anos para ser aceito. Contudo, após diversos imbróglios legais, a justiça dos Estados Unidos aprovou nesta terça feira (12), a compra estimada no valor de 85,4 bilhões de dólares (equivalente a 316,4 bilhões de reais).

Histórica, a transação remodela os rumos da indústria, pois, finalmente, acorda uma gigante adormecida do mundo dos anúncios que já sonhava com a sua ascensão. Para se ter uma ideia do que a empresa de comunicação já pensava em pôr em prática, basta apontar os primeiros indícios da estratégia que já se desenhava desde o ano passado.

Ainda sem nome, a companhia lançou em 2017 uma unidade de publicidade e análise com o intuito de criar uma plataforma de propaganda automatiza para veicular anúncios premium em vídeo. O lançamento prevê utilizar os dados de seus 40 milhões de assinantes na TV e 159 milhões nos planos de internet para impulsionar as suas peças e endereçar com mais assertividade os seus conteúdos.

Agora, com a soma dos dados e a potencialidade de abrangência de redes como TNT, TBS, CNN e HBO, a AT&T encontra o meio perfeito para pôr em prática os seus planos. Preocupada em quem pode gerir toda essa estrutura, a provedora em telecomunicações também contratou executivos especializados no ramo.

Em agosto do ano passado, ela tirou o antigo chefe de operações norte-americanas da WPP para ocupar o cargo de CEO de sua nova unidade. Além disso, alguns meses depois, ela também chamou o veterano da tecnologia de informação Kirk MacDonald para assumir a posição de diretor de marketing.

Anúncios personalizados na TV convencional

Dado o cenário, não é tão surpreendente imaginar o que a AT&T procura com a fusão. Tido como um dos futuros da propaganda, a nova parceria procura cruzar informações e canais para veicular anúncios mais certeiros. Desse modo, será possível identificar uma família com renda de mais de 10 mil dólares e direcionar anúncios de produtos mais caros para este domicílio.

Dado este panorama, as possiblidades tornam-se infinitas e é um importante passo para a companhia que também adquiriu em julho de 2015 a DirecTV, passando a ter dezenas de milhões de pontos de influências.

Campo disputado por gigantes, com a mudança, o Ad Age indica que a AT&T pode tornar-se a segunda maior anunciante do país, atrás apenas da Comcast, que anunciou esta semana uma proposta de compara da FOX.

Tags: AT&T, Warner, HBO, CNN

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