Na final da Copa, quem ganhou em exposição foi a Nike e a Pussy Riot

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Grandes eventos esportivos têm diversas regras contratuais e quando o assunto é Copa do Mundo, as leis de exposição durante o torneio são ainda mais restritas. Diante de dezenas de contratos de exclusividades para as inserções de marcas e as particularidades de compliance exigidas por Putin, aparecer na última edição da Copa se tornou ainda mais difícil.

No entanto, durante a final do campeonato realizada neste domingo, (15), entre França e Croácia, quem ganhou não foram só os Bleus, mas, também, a Nike e a banda feminista russa Pussy Riot. Filmados para bilhões de pessoas, os símbolos e as ações veiculadas na partida romperam protocolos.

Conhecida historicamente por nunca ter sido ostentada por dois times que disputaram a final da Copa, a marca americana de artigos esportivos foi a mais exposta no jogo. Desse modo, mesmo sem ser a patrocinadora oficial do torneio, a concorrente da Adidas driblou a adversária e transformou a sua logomarca em história.

Além da exposição que o destino propiciou à companhia, outro fato que também fugiu do esperado foi a aparição do coletivo Pussy Riot. Conhecido (e cassado) pela sua posição política contrária ao que é defendido pelos dirigentes russos, o grupo fugiu do cerco criado pelos seguranças do Putin, chegou até a cumprimentar o atacante Mbappé e mostrou para o mundo inteiro as adversidades políticas internas que a Rússia tenta esconder.

Para entender o motivo da invasão, confira abaixo a postagem abaixo em que o grupo pede, entre outras coisas, por liberdade aos presos políticos, o fim das prisões por curtidas em redes sociais e o confinamento por participação em comícios:

Desse modo, além de “fintar” algumas poucas empresas que pagaram milhões de rublos para veicular sua imagem e cultura na Copa, esses dois protagonistas também mostraram que não há uma nova ordem apenas no futebol, mas também, na forma de comunicar.

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