Iniciativa muda nomes de ruas que homenageiam militares do golpe de 64

ruas da vergonha

Pode parecer absurdo, mas no dia em que o golpe militar de 1964 completou 53 anos, 31 de março, as ruas que homenageavam militares que infringiram direitos humanos tiveram seus nomes trocados por ditadores mais conhecidos. A iniciativa trouxe à tona o fato de que assassinos e torturadores não podem ganhar homenagens oficiais, não importando se mataram dez ou 10.000 pessoas.

Ruas da Vergonha - Case Study from Cheil Brasil on Vimeo.

A campanha “Ruas da Vergonha” é uma parceira da Cheil Brasil, agência pertencente à Cheil Worldwide, com o Núcleo Memória, que atua nas questões referentes à memória política e à defesa dos direitos humanos.“Fizemos a comparação para alertar as pessoas de que é um absurdo homenagear qualquer um que matou ou torturou alguém”, completou Maurice Politi, ex-preso político, fundador e diretor administrativo do Núcleo Memória.

Réplicas de placas trazendo os nomes de figuras mundiais como Adolf Hitler, Augusto Pinochet, Benito Mussolini, Jorge Rafael Videla, Pol Pot e Saddam Hussein, conhecidos pelas suas atrocidades e genocídios, foram colocadas por cima das originais. As ruas escolhidas para receber a ação prestam homenagens a Alcides Cintra Bueno Filho, Filinto Müller, Henning Albert Boilesen, Milton Tavares de Souza, Octávio Gonçalves Moreira Junior e Sérgio Fernando Paranhos Fleury.

Cada placa era um convite para que as pessoas pensassem sobre o assunto e entrassem no site em busca de mais informações. No site é possível conhecer as histórias desses militares e sua atuação durante o Regime Militar. Também é possível assinar um abaixo-assinado para que as ruas fossem renomeadas. Como para que haja uma mudança em uma rua é necessário 51% de assinaturas dos moradores, o site continua ativo para colher o máximo de assinaturas possível.

A açãoé uma continuação do projeto "Ruas da Memória", lançado em 2015 pela Prefeitura de São Paulo (que alterava o nome de locais que homenageavam repressores, renomeando as ruas com figuras da luta contra a ditadura militar no Brasil). Fernando Haddad, ex prefeito da cidade de São Paulo, vê a continuação de forma positiva:“Evidentemente é uma continuação, mas com uma mudança qualitativa benéfica, pois mexe com os brios das pessoas”.

Maurice Piliti, ex-preso político, fundador e diretor administrativo do Núcleo Memória, completa:“Fizemos a comparação para alertar as pessoas de que é um absurdo homenagear qualquer um que matou ou torturou alguém”, completou Maurice Politi, ex-preso político, fundador e diretor administrativo do Núcleo Memória.

Ficha Técnica

Agência: Cheil Brasil
Título: Ruas da Vergonha
Diretor Executivo de Criação: Sergio Ferreira Alves
Diretor de Criação: Omar Caldas
Diretor de Arte: Guto kono, Thiago de Aguiar Pessanha Gripp e Glauber Dorotheu
Redator: Omar Caldas
Ilustrador: Guto Kono
RTV/Artbuyer: Viviane de Castro e Gabriella Teodozio
Produtor Gráfico: Luciano Carvalho e Agnaldo Soares
Managing Director: Evandro Guimarães
Atendimento: Mariana Arvelos
Mídia: Roberta Queiroz , Fabiola Sidorenko e Bruno Oliveira Faria
Cliente : Núcleo Memória
Aprovação do cliente: Maurice Politi e Ivan Seixas
Produtora: Blood Cine
Produtor Executivo: Fernando Capuano
Diretor: Fernando Capuano
Produtora de Áudio: Ritmka Audio Arts

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