Estudo ajuda a escolher melhor investimento no rádio

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RedMas, empresa  de soluções de publicidade digital que atua na América Latina e no mercado hispânico dos Estados Unidos, acaba de lançar um estudo com uma análise de mídia em rádios tradicionais e digitais. O objetivo é entender como o anunciante pode obter o melhor retorno dos investimentos em áudio e quais as estruturas de custos mais competitivas para cada mercado. O estudo foi criado em parceria com a Mindshare e realizado no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, México e Peru.

Entre os principais resultados da pesquisa está o aumento da eficiência nas campanhas quando existe uma combinação da mídia tradicional e digital de rádio, tanto no que diz respeito à cobertura quanto a otimização do investimento. Quando se trata de rádio tradicional observa-se que há uma fragilidade em mensurá-lo e um baixo impacto junto ao público jovem (18 a 24 anos), que busca cada vez mais formatos diferentes para consumir conteúdo. Já no áudio digital é possível suprir esses espaços do offline ao oferecer um maior controle de frequência e segmentação. “É preciso tirar o melhor da mídia tradicional e digital, de forma combinada, para garantir melhores níveis de cobertura e otimização do investimento”, comenta Rodrigo Tigre, sócio diretor da RedMas no Brasil.

O estudo conta ainda com um simulador de investimento otimizado em rádio. A partir da entrada de um target específico, uma cobertura alvo e o CPM de rádio online para o mesmo, a ferramenta calcula o ponto de equilíbrio de otimização entre o orçamento dos dois meios e os valores economizados pela compra de cobertura a um custo menor. “É possível concluir que a forma mais eficiente de comprar a mídia rádio é começando pelo digital que deve atingir sua cobertura máxima para então passar a rádio offline, diminuindo assim o impacto dos rendimentos decrescentes. Em alguns casos a economia pode ser de até metade da verba, com o resultado ainda melhor”, afirma Tigre.

Por exemplo, uma marca que tem como target o público de 18 a 24 anos e deseja atingir 35% de sua cobertura, precisa investir em torno de 1,1 milhão de reais no offline, de maneira que se a composição prioriza o digital e depois complementa com o offline, consegue obter a mesma cobertura, mas com a metade do investimento.

O estudou apontou também - com base dos dados do GroupM- que o investimento no meio rádio atingiu em 2016 as cifras de US$2.1 bilhões na América Latina, sendo o Brasil o principal mercado com 50% deste valor, seguido por México e Argentina. Outro dado apresentado na pesquisa são os setores que mais investem em rádio na América Latina, telecomunicações, varejo e alimentos, destacando-se a Hypermarcas, America Movil e Postobon. Em quarto lugar estão bancos e anunciantes do setor financeiro em geral.

Em relação aos desafios desse setor, o estudo mostra que ainda não há uma padronização nos custos no mercado latino. Argentina, Colômbia e México têm valores similares, enquanto Chile e Peru apresentam custos mais elevados. O Brasil, por conta de suas dimensões e onde a compra de rádio é feita por regiões, se encontra no meio do caminho.

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