Críticas ao Carrefour no Masterchef e os riscos do placement em reality show

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Ontem (22) foi a final do Masterchef, o programa de culinária de maior audiência e repercussão da televisão brasileira. Se geralmente a atração é líder de comentários no Twitter daqui, ontem ficou no topo dos Trending Topics mundial. Certamente os patrocinadores do reality show ficaram radiantes com tamanha exposição, certo? Menos o Carrefour.

Tudo porque a vitória da participante Michele Crispim quase ficou comprometida por conta de um coco estragado. A competidora sentiu um cheiro estranho no item de sua sobremesa e, ao provar, concluiu que a fruta estava azeda. O problema? O supermercado oficial do programa, onde os cozinheiros “compram” seus produtos, é o Carrefour.

A edição da Band e uma declaração da própria ganhadora do reality atribuem a culpa a própria Michele, que deixou o produto por pelo menos duas horas fora da geladeira. O público não engoliu muito a história e está detonando a marca nas redes sociais. Até o momento o Carrefour não se posicionou sobre o assunto.

Reality show tem dessas...

O caso comprova um raciocínio meio lógico. Embora o formato seja absolutamente interessante para as marcas, a reação das pessoas em um reality show nem sempre é previsível, e é aí que está a graça. Se for ao vivo, os riscos de gafes são ainda maiores. Quem não se lembra, por exemplo, do merchandising de Guaraná Antarctica que valia a prova do anjo em uma das edições do Big Brother Brasil? Os participantes tinham que jogar um dado em um tabuleiro para saber quantos copos de refrigerante teriam que beber. Como a quantidade era grande, os competidores faziam caretas e reclamavam sem parar. Para resumir, ao invés de promover a bebida, a prova mostrava que tomar Guaraná Antarctica era praticamente um castigo.

Outro exemplo negativo foi a ação de merchandising dos temperos Knorr. Para divulgar o novo produto, a prova exigia que os participantes do BBB se fantasiassem de frango numa competição onde tomavam “banhos” de tempero e depois colocavam um saco plástico na cabeça para “assar” no forno. A situação, por si, já era extremamente embaraçosa. E tudo piorou quando os “brothers" começaram a cantar o famoso jingle da “Galinha Azul” da Maggi, a principal concorrente do anunciante.

As marcas conseguiram retirar os vídeos do Youtube, mas na época foi difícil apagar a piada que circulou o país, sobretudo nas redes sociais.

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