Quando a internet viabiliza mudanças reais

Ladrão

Da mesma maneira que a internet amplifica atitudes condenáveis, ela também pode ser um palco para mudanças positivas na vida das pessoas. Na sexta-feira (09) a web acordou com os sentimentos aflorados. Tudo porque um vídeo, gravado pelo celular, mostrava um menino com a testa sendo tatuada com a frase “ladrão e vacilão”. Nas imagens, o garoto chorava assustado enquanto o tatuador e seu amigo riam. A publicação viralizou e gerou um debate sem fim nas redes sociais. A mobilização também chegou até a polícia, que passou a procurar todos os envolvidos na história. 

Com o desenrolar dos fatos descobriu-se que os homens não tatuavam profissionalmente. Mais do que isso, eles alugaram um quarto de pensão em São Bernardo do Campo, cidade do ABC paulista, apenas para filmar a tortura. Também foi revelado que a vítima não havia roubado a bicicleta de “alguém que trabalhava no farol”, como foi dito na filmagem. Além disso, o tatuado é um menino de 17 anos com problemas psicológicos e usuário de drogas.

Enquanto a mídia, as redes sociais e as pessoas na rua discutiam o que deveria ser feito, o Coletivo Afroguerrilha não esperou e criou um financiamento coletivo para amenizar a tortuta sofrida pelo adolescente.

Hospedado na plataforma Vakinha, a iniciativa postada no sábado (10) arrecadou quase R$ 20 mil reais em apenas dois dias. A rapidez com que a meta de R$ 15 mil foi batida mostra a importância de atitudes que fujam dos canais tradicionais de mobilização e o quanto uma boa ideia e alguns cliques podem mudar a vida de alguém.

Para quem quiser ajudar, a arrecadação ocorrerá até o final do mês de junho. Vale lembrar que além da remoção das marcas da tortura, o jovem ainda precisa de acompanhamento psicológico.

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