O jogo virou: marcas rompem ligações com Júlio Cocielo após tweet racista

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Se nesta Copa do Mundo o Brasil tem mostrado alegria dentro de campo, fora dele, alguns brasileiros têm sido motivo de tristeza. Depois de turistas chamarem a atenção pelo compartilhamento de vídeos machistas com russas, agora é a vez do influenciador Júlio Cocielo se tornar notícia não pelos seus vídeos, mas pelo seu racismo.

Seguido por mais de 11 milhões só no Instagram, o jovem de 25 anos é um dos youtubers mais famosos do Brasil e sua popularidade faz com que ele assine contratos e autógrafos pelo mundo afora. Conhecido pelas suas piadas e sua paixão pelo futebol, o garoto de Osasco rapidamente caiu no gosto também das marcas.

Com acordos recentes com grandes empresas como Submarino, Coca-Cola, adidas, PepsiCo, McDonald´s, Asus e Tic-Tac, o creator é um dos que melhor souberam monetizar a sua fama. Já que algumas das companhias parceiras do comunicador também são patrocinadoras da Copa do Mundo, foi natural que ele fosse convidado para produzir conteúdo direto do torneio.

Porém, o que não era esperado, é que ao invés dele compartilhar conteúdos leves e divertidos, ele popularizasse o racismo. Postado (e já apagado), em seu Twitter no sábado (30), Cocielo gerou reações na internet com este tweet que ele acreidtou que seria visto como piada após a vitória da seleção francesa contra a Argentina: 

O comentário destinado ao atacante negro da França, rapidamente foi replicado e usuários  pediram explicações das marcas que veiculam campanhas com ele após descobrirem muitos outros posts de mesmo teor. Confira abaixo alguns dos tweets que demonstram o mesmo ponto de vista:

Resposta das marcas

Obrigadas a se retratar, nem todas as empresas se comunicaram ainda, mas todas que divulgaram a sua visão sobre o ocorrido, deixaram bem claro que romperiam qualquer vínculo com o youtuber.

Primeiro a se posicionar, o Submarino postou uma publicação na sua própria fanpage que deixa bem claro o que ele acha.

Hoje, em nota, a Coca-Cola seguiu a mesma linha e disse que “ O respeito à diversidade é um dos principais valores da nossa companhia, em nossas campanhas celebramos as diferenças e promovemos a união. Manifestações preconceituosas não são toleradas. Repudiamos qualquer forma de racismo, machismo, misoginia ou homofobia”.

Outra que também veiculou a sua visão, foi o banco Itaú, que exibia uma campanha televisiva com o resto do creator. No texto, ele aponta que “repudia toda e qualquer forma de discriminação e preconceito. Esperamos que o respeito à diversidade sempre prevaleça".

Também posicionada, mesmo sem ter mais campanhas ativas com Cocielo, a Asus alega "que é contra qualquer manifestação preconceituosa. Nesse momento, a marca não possui nenhum vínculo com o youtuber citado".

Na esteira da declarações, a Pepsico Brasil, detentora das marcas Ruffles, Lay’s e Drinkfinity, afirma que "não tem nenhuma ação em andamento com o influenciador e, que repudia veementemente qualquer tipo de preconceito ou discriminação, seja ela racial, por gênero, cor, orientação sexual, religião, ordem, idade, deficiência ou condição social. Para nós, respeito à diversidade, dentro e fora da companhia, é um valor primordial é que está em nosso DNA”

Bombardeado de todos os lados, o influencer excluí tweets, retratações e desde o ocorrido não publica nada no Instagram. No Twitter, ele divulgou um pedido desculpa em que ele tenta se explicar. Confira abaixo a retratação na íntegra:

 

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