O caso Logan Paul é um golpe na imagem dos Youtubers? Só o tempo vai dizer

Logan

A cada dia que passa a internet vai descobrindo da melhor ou a pior maneira possível quais são os limites, desafios e oportunidades desse boom de produção de conteúdo digital nos últimos anos. Se antigamente apenas profissionais de comunicação e empresas de mídia detinham o poder de criar e distribuir informação, atualmente vivemos em um mundo em que jovens que mal ultrapassaram a barreira dos 20 anos colecionam poderosas legiões de seguidores com audiências incríveis, muitas vezes criando e postando vídeos sem sequer sair dos seus quartos.

Na disputa por números, o tão sonhado engajamento e automaticamente o dinheiro que isso pode movimentar, empresas e influenciadores dos mais diversos segmentos têm buscado conteúdos cada vez mais inusitados para obter buzz. É evidentemente que essa corrida por views coleciona exageros e tropeços pelo caminho. O mais recente deles é do youtuber americano Logan Paul (22 anos), que conta com quinze milhões de seguidores no Youtube.

Dizendo que iria mostrar para o seu público “o vídeo mais louco e mais real nunca antes compartilhado em seus canais”, ele exibiu um filme seu em que aparecia, junto com três amigos, na floresta japonesa Aokigahara, mais conhecida como a “floresta dos suicídios”. Nele, o youtuber filma um homem enforcado em uma árvore, enquanto “tira onda da situação” com seus colegas. Depois de ser amplamente criticado por inúmeras pessoas, incluindo o também youtuber PewDiePie (que tem 58 milhões de seguidores), Logan se viu obrigado a tirar o vídeo do ar e emitir um pedido público de desculpas.

Não é a primeira vez que um jovem influenciador derrapa ou exagera em sua incansável busca por views e fama e acaba provando a ira coletiva. Sabendo que essas figuras midiáticas atraem o patrocínio de inúmeras marcas e consequentemente altíssimas cifras, a pergunta que precisa ser feita para quem trabalha com comunicação é a seguinte: de que maneira episódios como esse podem impactar na credibilidade da figura dos youtubers mundo afora e automaticamente no investimento das marcas que querem atingir seus públicos?

Por enquanto, parece não haver respostas. O jeito é aguardar para saber como a audiência e o mercado reagirão a novos casos do gênero, que convenhamos, não são impossíveis de acontecer. Vale lembrar que o mesmo PewDiePie mencionado neste texto perdeu milhares de seguidores por conteúdos polêmicos no ano passado (relembre aqui).

Vale lembrr que, segundo a revista Forbes, Logan Paul ganhou em 2017 um valor aproximado de 150 mil dólares por suas publicações no Facebook e 80 mil por seu conteúdo no Instagram. 

E você, o que achou? Casos como esse vão impactar o mercado de alguma maneira?

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