Depois da Latam demitir funcionário machista, russa cria abaixo-assinado para punir os outros

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O machismo é algo incrustado na sociedade e remonta desde as primeiras documentações de articulação social. Praticado, principalmente, pelos homens que têm poderes mais elevados, esse tipo de violência perpetua diversas relações. Aplicadas ao redor do mundo, novas demonstrações dessa mentalidade também são compartilhadas na Copa do Mundo, porém, a internet se mostra uma importante plataforma para frear esse tipo de atitude.

Veiculados com largo alcance na web, vídeos de torcedores brasileiros que viajaram para a Rússia e pedem para as mulheres europeias falem coisas obscenas chocou o país. Compartilhados mundo afora, algumas pessoas que visualizaram os conteúdos pedem alguma declaração dos envolvidos e as primeiras respostas já começam a aparecer.

Depois da companhia aérea Latam (veja aqui) demitir um funcionário após ela ser alertada por uma usuária do Twitter que ele estava envolvido, é a vez da ativista social russa Alena Popova ir a uma plataforma de abaixo-assinados solicitar endosso para punir os agressores.

Conhecida no país, a moscovita é uma defensora dos direitos das mulheres e já tem um histórico bem-sucedido em causas desse tipo. Em seu último posicionamento, ela ficou horrorizada com o que viu e faz um abaixo assinado para “levar à justiça os homens que humilharam publicamente as mulheres russas“

Com 20 mil assinaturas, o endereço na Chance.org aponta identidade dos envolvidos e clama por justiça. Confira abaixo alguns trechos traduzidos do russo:

“Na legislação russa, existem várias opções para responsabilizar as pessoas que tiveram sua honra e dignidade humilhadas publicamente como ocorreu com todas as mulheres retratadas nos vídeos, além de um dos homens falar a palavra “russo” no plural. Dessa maneira, os cidadãos estrangeiros podem ser responsabilizados de acordo com a Pt. 1 do art. 5.61 do Código de Ofensas Administrativas (insulto).

Ou ainda, serem processados de acordo com a lei Pt. 1 do art. 201 do Código Administrativo (vandalismo mesquinho), isto é, violar a ordem pública, expressando desrespeito claro pela sociedade, acompanhado de linguagem chula em locais públicos e abuso sexual ofensivo para os cidadãos”

Ao final, Alena solicita assinaturas para encaminhar para a justiça o pedido de julgamento judicial e um pedido público de desculpas.

Se você ficou interessado em participar do abaixo-assinado, que falta completar cinco mil assinaturas, o link para participar é este aqui

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