Sergio Valente e o desafio de inovar na Globo

valente

A entrevista da vez é com o diretor de comunicação da Globo, Sergio Valente, um dos mais respeitos e admirados profissionais do meio no país. Há cinco anos ele migrou de uma carreira de enorme sucesso no mercado publicitário e pulou para o outro lado do balcão. O objetivo? Fazer coisas realmente diferentes e relevantes não para o veículo em si, mas para a marca Globo, como um todo.

Entre os tópicos mais interessantes do papo, Valente destacou o desafio de inovar em uma empresa extremamente bem sucedida no que faz. “É mais fácil entrar mudando algo que está errado. Eu não tive essa facilidade. A Globo é um puta sucesso. Ainda assim, ela não precisava de mim para ser o que ela era. Precisa de mim para ser outra coisa”, explicou.

Sobre a transformação do modelo das agências e o negócio da propaganda, ele ressaltou que independente dos novos caminhos, uma coisas é certa: “O grande separador de joio e de trigo no mercado publicitário é a qualidade do que você faz, assim com a relevância do que você entrega”.

Para o publicitário, em qualquer atividade, o grande problema é a “mesmerização”. “É isso que privilegia o incompetente. Se você faz tudo igual, o incompetente não tem trabalho pra ser maravilhoso. O difícil é o incompetente ser maravilhoso quando o maravilhoso está colocando a sua maravilha para fora. O que eu diria é: exponham as suas maravilhas. Porque o mercado publicitário brasileiro é maravilhoso”.

Na visão de Valente, a relação já mencionada entre qualidade e relevância é o que vai continuar sustentando um mercado forte e saudável. “Bacana é quando você é aferido não pela grana que você custa, mas sim pela grana que você gera. Se alguém está mais preocupado com o que você custa do que com o que você vale, é melhor interromper essa relação”.

Confira abaixo a entrevista completa:

Deixe seu comentário: