Vídeo online na Copa do Mundo: para não levar um 7x1

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O aumento do uso de múltiplos aparelhos pelos consumidores tem levado o mercado publicitário a trabalhar cada vez mais para alcançá-los nesses meios. Até grandes programações, antes exclusivas da TV, agora estão difundidas no mobile e digital. Facebook, Twitter e Snapchat disputam a transmissão e parcerias com eventos esportivos importantes, já que vídeos de destaque nas redes sociais trazem a possibilidade de atrair anunciantes de peso, fazendo com que aumentem suas receitas com publicidade e conquistem mais anunciantes.

Afinal, o número de pessoas que consomem vídeo online só cresce: acompanhando notícias em tempo real (60%), eventos musicais/shows (49%) e esportivos (47%), segundo pesquisa feita pela AOL em 2017 sobre o comportamento dos consumidores e as expectativas do mercado em relação às tendências dos vídeos.

Com a aproximação da Copa do Mundo 2018, as marcas têm a chance de trabalhar suas estratégias de marketing voltadas para o evento. As empresas com influência global podem capitalizar e as pequenas podem se alavancar com a viralização de um bom conteúdo.

Um case de sucesso seguindo essa linha aconteceu durante a NFL (National Football League) de 2015, quando a marca de absorventes Always investiu na campanha Like A Girl, em que questionava o que era lançar uma bola, correr ou lutar “como uma garota”. O vídeo teve mais de 90 milhões de visualizações, o número de seguidores do twitter da Always triplicou nos três primeiros meses e o de inscritos no canal do youtube da marca cresceu 4339%. A hashtag #LikeAGirl foi usada 117 mil vezes nos três primeiros meses e virou um símbolo de igualdade de gênero.

Ainda de acordo com o levantamento da AOL, o budget para publicidade destinado à televisão tem diminuído, enquanto os investimentos em meios digitais crescem exponencialmente. E 70% dos anunciantes que deixaram de investir na TV se concentram em vídeos online - desses, 63% especificamente em mobile.

O consumo de conteúdos em vídeo online é um hábito cotidiano para 78% dos consumidores mundiais, diz a mesma pesquisa. Essa é uma tecnologia persuasiva que melhora significativamente a experiência do público com as campanhas e aumenta a probabilidade de compartilhamento quando atingem o público certo. Do contrário, são facilmente fechados em seus primeiros segundos de exibição.

Logo, há uma exigência real por conteúdo adequado e capaz de conquistar imediatamente a atenção de quem o assiste. Se a publicidade for trabalhada com um processo de segmentação, isto é, usando os dados do público, como gênero, localização e interesses, é mais provável que a mensagem publicitária seja interessante e apropriada.

É importante também ter cuidado para não veicular a propaganda a conteúdos impróprios, focando em uma estratégia com brand safety, impedindo que a mensagem publicitária seja veiculada a vídeos violentos ou eróticos, por exemplo.

Com esses cuidados em mente, a popularização das novas mídias, aliada ao buzz de um evento com alcance mundial - envolvendo o esporte que é uma paixão brasileira -, faz com que as estratégias publicitárias que incluam vídeo online tenham tudo para conquistar a visibilidade da Copa do Mundo a seu favor.

Marcio Figueira é formado em Marketing pela FGV e é country manager da DynAdmic Brasil, private marketplace global especializada em vídeo online e com atuação na área de mídia programática.

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