Sim, já estamos vivendo em uma sociedade líquida

liquido

Aparentemente muitas pessoas não entendem o que ocorre atualmente na nossa sociedade. Um misto de confusão, com opiniões diversas e cada vez mais intolerantes.

Quem alimenta muito este processo, são as redes sociais, em destaque Facebook, Twitter, Instagram, entre outras.

Tudo isto era bastante previsível. O sociólogo Zigmunt Bauman falava disto desde o começo dos anos 2000. Ele afirmava que as relações entre as pessoas se tornaram fluidas, sem compromissos. Ele comenta um caso muito interessante que ocorreu na França na década de 80, quando uma mulher, em uma entrevista televisiva, comenta que nunca teve orgasmo, isto para uma audiência de 6 milhões de telespectadores.

Para Bauman, hoje as relações entre os indivíduos nas sociedades tendem a ser menos frequentes e menos duradouras. Ele dizia que elas escorrem pelos dedos da mão, daí o termo sociedade líquida.

Outra expressão curiosa de Bauman, era falar sobre o Amor Líquido, quando as relações amorosas deixam de ter aspecto de união e passam a ser mero acúmulo de experiências.

Evidente que a sociedade líquida permitiu o avanço de várias intolerâncias. Podemos afirmar que é uma atitude mental caracterizada pela falta de habilidade ou vontade em reconhecer e respeitar diferenças em crenças e opiniões. Ou seja, as pessoas não respeitam as diferenças ou as opiniões dos outros. Um bom exemplo de intolerância é a política, na qual estamos agora mesmo envolvidos. Chega a ser um absurdo as pessoas brigarem por posições ideológicas. notamos nas redes sociais pessoas xingando as outras exatamente por causa disto.

Como podem hoje amigos e familiares brigarem por isto? Como opiniões pessoais e políticas causarem este tipo de problema? Bauman falava, se não concorda comigo, eu te excluo do meu grupo de amigos. Apenas apertando um botão. Nem quero discutir.

Outro tipo de intolerância e que tem crescido muito o Brasil é a intolerância esportiva, muito identificada principalmente no futebol. Comentários sobre times adversários é lamentável e visível. “Porco, Gambá, Bambi, entre outros”.

Podemos citar várias outras, todas elas muito presentes nas redes socias, caso da xenofobia, que é a desconfiança, temor ou antipatia por pessoas estranhas ao meio daquele que as ajuíza, ou pelo que é incomum ou vem de fora do país. Temos a intolerância quanto ao Racismo, a Deficiência física, a Homofobia, que é a rejeição ou aversão a homossexual e à homossexualidade. A religiosa, a misoginia, que é o ódio ou aversão às mulheres. E por fim, a politica. Que tomou conta das redes sociais nesta eleição. Isto sem falar das Fake News.

Este artigo foi escrito com a colaboração de Beatriz Garcia, Dominik Ribeiro Ortiz Silvestre, Guilherme Alves, Jessica Paiva, Pablo Eduardo, Raquel Arruda e Wendy Yungo. Estudantes de jornalismo na UNIP e meus colegas.

 

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