Se os consumidores são móveis, por que a publicidade ainda não é?

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Ano entra, ano sai, e muitos do mercado de ad tech continuam a dizer que “este é o ano do mobile”. Talvez seja porque essa é uma tecnologia que, desde quando chegou ao mercado, não pára de crescer exponencialmente. É um canal entre marca e consumidor em constante evolução, do qual nos tornamos dependentes e já virou uma espécie de extensão de nossas mãos.

Se é o ano do mobile ou não, o fato é que o potencial dos vídeos online nessa plataforma se tornou inegável. E o mercado já está a par dessa tendência: segundo o eMarketer, o investimento global em mobile em 2018 está estimado em US$181 bilhões, aproximadamente um terço de toda a verba destinada à publicidade. E, de acordo com dados levantados pela Magna, vídeo online em mobile é o formato que mais crescerá neste ano na América Latina, com acréscimo de 33% em investimentos.

O número de celulares no Brasil, segundo dados da Anatel de fevereiro de 2018, é de mais de 235,7 milhões - isso dá mais de um aparelho por habitante.  E não só a quantidade de aparelhos é alta, a interação também é grande: o consumo de conteúdo via mobile no país cresceu 6% no último ano, atingindo três horas e meia por dia - e chegando a mais de quatro horas para os jovens da geração Z -, segundo o MMA Mobile Report Brasil de 2017, feito com pessoas de 14 a 55 anos de classes A, B e C.

O estudo nacional ainda ressalta o aumento de pessoas que preferem acessar a internet a partir dos smartphones: foi de 34% em 2015, para 66% em 2016 e 74% em 2017, e 82% dos entrevistados disseram considerar o mobile indispensável.

Mas mesmo se não existissem esses dados, basta pegar um metrô para notar como essa tecnologia se tornou presente na vida de todos. Provavelmente grande parte das pessoas fazendo seus trajetos ali estarão olhando fixamente para as telas dos dispositivos móveis e, boa parte delas, estarão assistindo a vídeos.

Um levantamento feito pela AOL em 2017, sobre o comportamento dos consumidores e as expectativas do mercado em relação às tendências dos vídeos, diz que o número de usuários que consomem vídeo online segue aumentando: 60% para os que acompanham notícias em tempo real dessa forma, 49% para eventos musicais e 47% para eventos esportivos.

Uma das vantagens de investir em mobile, além da alta adesão dos usuários à plataforma, é que, ao contrário de um computador, o aparelho celular dificilmente é compartilhado. Isso faz com que seja mais fácil para segmentar os anúncios de acordo com os interesses do usuário.

É mais fácil entender quais anúncios impactarão a pessoa diante da tela se tivermos dados diretos sobre o seu comportamento. E, com isso, os resultados para o anunciante se torna mais garantido. Afinal, o anúncio de um sapato de salto alto não será desperdiçado com quem só usa tênis e não gosta de se equilibrar sobre os centímetros extras - irá diretamente para o público-alvo.

A sociedade segue mudando, e o mercado deve acompanhá-la. A publicidade em vídeo já é inabdicável, mas pensar esse formato sem adaptá-lo à plataforma mobile é perder a oportunidade de estar à mão dos consumidores.

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