Recriando a representação do amor

casal
Créditos: Westend61/Getty Images

Um close-up de duas mãos entrelaçadas. Um brinde de champanhe entre dois amantes com um por do sol refletindo em um oceano atrás deles. Chocolates, rosas e diamantes, casamentos... a lista continua e segue adiante.

Como uma sociedade global, tendemos a nos apegar a essas ideias visuais datadas, fixadas por gênero e simplificadas, para descrever o complexo tema do amor. No entanto, esses estereótipos visuais, muitas vezes destinados exclusivamente às mulheres, negligenciam uma grande parte importante do cenário.

Muitas vezes somos confrontados no Dia dos Namorados com imagens de relacionamentos heterossexuais. Imagens idealizadas de homens e mulheres juntos celebrando o amor alimentaram em nós uma ilusão de que na data, caso você não esteja em um relacionamento amoroso heterossexual, você será rejeitado.

Apesar de sermos inundados ano após ano com essas imagens clichê, todos nós sabemos que o amor verdadeiro é diferente e único para cada pessoa. E como o Dia dos Namorados no Brasil ocorre no mês do Orgulho LGBT, incentivamos a todos a recriarem a imagem do amor.

A diversidade raramente é um assunto que surge no Dia dos Namorados, mas isso está mudando e 2018 é um ano para celebrar toda a diversidade maravilhosa que é a humanidade, uma tendência contrária ao volume de imagens que representam pessoas com aparência semelhante. Os consumidores estão cada vez mais respondendo a modelos e imagens que são intrigantes e diferentes. Marcas como a Zim, com sua campanha “Love is Colorful”, são ótimos exemplos de acertos.

Na Getty Images, estamos plenamente conscientes de nossa responsabilidade de representar o mundo de forma autêntica e nossos clientes estão começando a entender. Somente no ano passado, vimos as buscas por termos como “LGBTQ” aumentarem 248%, “casal transgênero” teve elevação de 150%, enquanto “casamento gay” e “casamento lésbico” registraram alta de 37% e 27%, respectivamente.

Em uma época em que a imagem é a linguagem global mais falada, nunca foi tão importante produzir e promover uma linguagem visual progressiva e inclusiva e apoiar diversas vozes ao fazê-lo.

As mudanças demográficas e culturais estão tornando as noções comuns unidimensionais de masculinidade e feminilidade irrelevantes e, em 2018, homens e mulheres continuarão a se libertar de estereótipos visuais estabelecidos há muito tempo à medida que vemos mais imagens abraçando o amor em todos os gêneros e identidades.

Há um poder nas imagens que nos faz sentir algo. Quando olhamos para uma imagem, estamos trazendo nossa experiência, interpretação e filtro únicos para interpretar seu significado. No entanto, no cerne dessa questão está o denominador comum que une a todos: a emoção. E não há emoção mais poderosa do que o amor.

Sempre haverá um lugar para as imagens tradicionais dos namorados, mas é hora de expandir o status quo.

Neste Dia dos Namorados, é hora de matar o clichê, quebrar estereótipos e dar uma nova versão do que o amor significa para nós no mundo de hoje.

 

 

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