Empresas estimam o comportamento da geração Z durante a Black Friday

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A geração Z é composta por quem nasceu entre 1995 e 2009 e será a principal base de consumidores em 2020. Essa parcela da população tem algo em comum: nenhum deles viveu em um mundo sem internet ou smartphones. Segundo uma pesquisa do Think With Google, portal de pesquisa e tendências da Google, dois em cada três adolescentes já estão fazendo compras online. Conectados o tempo todo, estes membros são menos pacientes e esperam encontrar o que precisam quando procuram.

De acordo com o estudo da IBM, empresa dos Estados Unidos voltada para a área de informática, estes recém consumidores têm acesso a U$ 44 bilhões em poder de compra e 75% deles confirmam que gastam mais da metade do dinheiro disponível para eles por mês. Ainda em questões de consumo, a Geração Z é um pouco menos consciente de preços. Cerca de 43% comparam os preços, em comparação com 49% dos milênios e 51% dos baby boomers, de acordo com pesquisas da Euclid Analytics, empresa de marketing de Wi-Fi e análise de visitantes.

Para eles não existe online e off-line. Tudo precisa estar conectado. Eles cresceram com a mídia social fazendo parte de suas vidas e, por isso, consome mais conteúdo on-line do que qualquer outra geração.

Segundo um estudo do Instagram, 1/3 dos stories mais visualizados são de empresas. No contexto atual onde há um consumo imenso das redes sociais, principalmente entre jovens, as empresas devem estar presentes com uma gestão assertiva de mídias sociais, como o Instagram. “Hoje vivemos a era da assistência, onde o consumidor está apto a ter diversos pontos de contato com uma marca. Nesse universo o online e offline se complementam e participam em conjunto na jornada de compra. Em uma pesquisa realizada pelo Google**, 90% dos anunciantes líderes dizem que usam budgets compartilhados, com mídia online e offline planejadas juntos”, explica Sérgio Hneda, Media Coordinator na agência GhFly.

Segundo ele, para as empresas, o principal ponto que se observa é a mudança de mindset. “Aqui entra em jogo o Omnichannel. As empresas precisam adotar o que o público quer, no caso dos mais jovens, essa exigência é ainda mais clara. Adoção de práticas como compre online e retire na loja; experimente na loja física e compre online são necessidades mais latentes”, conta Sérgio.

Diante dessa comunidade de jovens com grande poder de compra, o que as empresas podem fazer para acertar essas pessoas durante a Black Friday?

Segundo Alfredo Soares, fundador da Xtech Commerce, é importante estar presente em todos os canais digitais. Além da loja virtual, é necessário produzir um conteúdo relevante nas redes sociais, como Facebook e Instagram. “Essa geração busca relevância para suas compras e, se identificar com uma marca é o primeiro passo para isso”, relata. Além disso, invista na infraestrutura da sua loja, os Zs buscam por segurança no momento de fornecer dados pessoais, além de valorizar muito sua experiência em um site com um design agradável e responsivo. Quanto mais segura sua loja for, mais as chances de cativar esse consumidor.< o:p>

Além disso, é importante conhecer de perto este público e, com o big data isso é possível. Sendo Eduardo Tardelli, CEO da upLexis, a internet oferece centenas de dados que podem colaborar com as estratégias de marketing para o evento, disponibilizando o produto ou serviço ideal para cada consumidor dessa geração, otimizando as vendas.

De acordo com a Tatiana Pezoa, CEO da Trustvox, os consumidores estão cada vez conectados com as redes sociais e antenados com aquilo que está sendo falado sobre as marcas. Isso ocorre porque elas estão pesquisando muito antes de finalizar uma compra e por este motivo que elas precisam se preocupar com a sua reputação e o que está sendo falado sobre ela. Diante desse cenário, as marcas têm que investir em plataformas que realizam a coleta de reviews para que sejam usados de maneira enriquecedora, para engajar e converter em novas vendas.

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