É hora de investir em áudio digital!

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Spotify, Deezer, Apple Music, Youtube Music, LastFM e SoundCloud são só alguns dos serviços de streaming em áudio digital que ocupam um espaço cada vez mais representativo no nosso dia a dia. Apesar do crescimento do seu uso por nós, consumidores, o potencial do áudio digital como mídia ainda é pouco explorado pela indústria da publicidade.

Um exemplo icônico está justamente com o pioneiro Spotify.  Em 2016, com apenas dois anos de Brasil, já era considerado "a quinta maior emissora de rádio” em São Paulo. Além disso, contava com uma presença significativa em todas as regiões do país, cujo alcance semanal variava de 15% a 27%, conforme pesquisa da TNS. No mesmo período, porém, apenas 2% do investimento em mídias digitais foi destinado ao áudio digital, de acordo com dados do IAB (Interactive Advertising Bureau).

O áudio digital é um nicho crescente que vem adquirindo importância rapidamente e já supera o meio rádio, por exemplo, sob o aspecto comercial. Em 2017, esse segmento de streaming cresceu 64% em comparação ao ano anterior, representando US$ 162,8 milhões para o setor fonográfico, segundo a Federação Internacional da Indústria Fonográfica. Todos os dados estão a seu favor. Mas por que a verba publicitária voltada para essas plataformas ainda é tão pequena?

Seja em webrádio, podcasts ou streaming de álbuns musicais, a vantagem que a versão digital, comparada ao rádio tradicional, traz para os anunciantes, é que nesse formato aliado à mídia programática, há a possibilidade de direcionar a publicidade conforme os interesses do ouvinte. Isso é feito com base em dados extraídos do ID específico de cada pessoa, como histórico de interesses, cookies e geolocalização, para oferecer um anúncio mais segmentado e com maiores chances de impactar efetivamente, já que, de fato, será entregue a um potencial consumidor.

Além disso, pode-se entregar uma campanha usando uma análise prévia do conteúdo para buscar palavras-chave que estejam de acordo com o perfil da marca e a mensagem que querem passar e do público que desejam atingir. Ou até mesmo usar dessa mesma estratégia para construir uma blacklist de expressões e discursos a serem banidos, para impedir a veiculação de um anúncio de forma que possa ser relacionado a informações que podem ser negativas, garantindo brand safety à empresa anunciante.

Dessa forma, estamos vendo nascer mais um lugar promissor para o mundo do marketing, que pode ser usada de forma assertiva e segura, mas ainda não é tão aproveitado quanto deveria. Apesar de, quando terem surgido, terem inspirado grande descrença do mercado, as plataformas de áudio digital têm mostrado sua capacidade e apresentado larga adesão do público. O que mostra que, para os anunciantes, já chegou, também, o momento de aderir.

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