Aumente o som!

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Não podemos negar, a música e os artistas nunca estiveram tão presentes na publicidade.

Vivemos em 2017 um boom de jingles, paródias e músicas ganhando destaque em campanhas. Embora, a relação da música e publicidade já exista há bastante tempo – os jingles, por exemplo, já existem há 85 anos –, nunca foi tão evidente esse formato.

O fato é que hoje não dá mais para imaginar o universo da propaganda formado por diálogos e silêncios ensurdecedores.

A música virou conteúdo, a publicidade se tornou um conteúdo. A maneira como se chega ao consumidor ganhou novos ares, ou melhor, novos sons. Artistas cantam músicas consagradas, músicas consagradas ganham novas releituras com artistas desconhecidos e tudo isso se mistura, ao ponto até de não saber mais quando se trata de uma obra original, quando é uma paródia ou um jingle.  No fundo tudo é musica e está dando muito certo. A publicidade ganha com o recall, a marca ganha com identificação -(produto/marca + artista) -, e o público tem o conteúdo em forma de entretenimento, afinal ele mesmo está tão envolvido que a percepção é: A Anitta não está me vendendo algo, ela está cantando pra mim.

Quem não gosta de paródias? O brasileiro as cria naturalmente em seu dia a dia. É divertido, é gostoso de ouvir e as pessoas se identificam. O próprio jingle ganhou nova abordagem para se tornar mais musical, e não simplesmente aquela frase marcante descrevendo os atributos do produto. Hoje a melodia cai bem, quando acaba a gente quer de novo (já relembrando Vigor).

Não posso conter meu otimismo, assim como meus colegas produtores musicais, que a tendência é continuar assim, a publicidade abraçando ainda mais música. E quando digo música, é como conteúdo, entretenimento, que você ouve e quer ouvir novamente, não uma música criada simplesmente para te vender alguma coisa. Uma música que chega e te conquista. Em 2018, aumente o som!

Serginho Rezende, diretor-fundador da Comando S Audio.

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